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01/09/2017

CEEE e Universidade de Passo Fundo firmam parceria para fomento de inovação e pesquisa

A Universidade de Passo Fundo (UPF), por meio do Programa de Pós-Graduação em Projeto e Processos de Fabricação (PPGPPF), firmou parceria com a Diretoria do Grupo CEEE. A formalização do convênio para o desenvolvimento de pesquisa ocorreu na tarde de ontem, 31 de agosto, na sede da Universidade. O documento foi entregue pelo diretor de Planejamento e Projetos Especiais do Grupo CEEE, César Luís Baumgratz, ao reitor da UPF, José Carlos Carles de Souza.
O convênio é resultado de um projeto de pesquisa desenvolvido no PPGPPF por meio de uma patente de invenção compartilhada entre a Fundação Universidade de Passo Fundo (FUPF) e a área de Transmissão da CEEE. De acordo com Charles Leonardo Israel, coordenador do projeto, o trabalho que envolve investimentos de P&D no valor de R$ 784 mil, é desenvolvido pela UPF e financiado pela CEEE. “O projeto começou há três anos, por meio do trabalho do aluno Luciano Favretto da Rocha, que, durante a produção de sua dissertação de mestrado, desenvolveu uma patente. Essa foi a primeira patente compartilhada entre a Universidade e uma empresa em um trabalho que propiciou a resolução de um problema desse vulto no setor elétrico. Esse recurso que está sendo disponibilizado pela CEEE é para transformar essa patente em protótipo, para serem instalados em campo e testados”, explicou.
Com o título do trabalho "Desenvolvimento e aplicação de controladores de chaves seccionadoras de alta tensão”, o engenheiro Luciano Favretto da Rocha, que trabalha há 15 anos na CEEE e era aluno do PPGPPF, teve a ideia de criar uma solução inovadora para o setor de energia elétrica que resolvesse problemas com o fechamento correto da chave seccionadora. “Ela é similar ao interruptor de luz, só que possui cerca de 230 mil Volts, então, é preciso ter muito cuidado. A tensão é muito alta, tudo precisa ser isolado. Em uma aula de vibrações, entendi que poderia fazer vibrar essa conexão para ela fazer uma acomodação e, por meio de processos, conseguir automatizar um seccionador”, explicou.
Mais segurança
De acordo com Rocha, o projeto melhora a segurança e também pode reduzir custos, já que, atualmente, nas subestações de energia elétrica, quando é necessário a manobra de abrir e fechar a chave, se faz necessário deslocar um funcionário, o que, com o dispositivo, tal procedimento não precisará ser realizado dessa forma.
Com os recursos da CEEE, bolsas de estudos de graduação e mestrado serão geradas para desenvolvimento do protótipo do projeto. “Para nós da CEEE, o trabalho de pesquisa e desenvolvimento com uma universidade vai além de uma obrigação regulatória do sistema elétrico. As companhias de distribuição de energia elétrica se valem das universidades e de pesquisadores para melhorar o sistema elétrico no Brasil, então, essa possibilidade que a UPF está nos dando é importante no sentido de termos uma energia mais segura, eficiente e econômica, por ouro lado, a Universidade vai ganhar também com conhecimento, bolsas e melhoria de custeio na sua estrutura”, destacou o diretor César Baumgratz.
Participaram ainda do encontro, o vice-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Leonardo José Gil Barcellos; o coordenador do UPF Parque, professor Charles Israel; o chefe do Departamento de Estudos e Desenvolvimento Tecnológico da CEEE, Cristian Hans Correa; o chefe da Divisão de Projetos Especiais da CEEE, Ernani Paluszkiewicz, além de demais representantes da Companhia.

Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social_Grupo CEEE

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