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30/01/2018

Quatro pessoas são presas por fraude de energia em Capão da Canoa

Nessa terça-feira, 30, a CEEE realizou uma fiscalização com apoio da Delegacia de Repressão a Crimes contra o Patrimônio das Concessionárias e os Serviços Delegados (DRCP), da Polícia Civil, em Capão da Canoa, no Litoral Norte. A ação resultou na prisão em flagrante, por furto qualificado, de quatro
responsáveis por estabelecimentos comerciais onde foram encontradas fraudes de energia elétrica.
O mutirão de fiscalização iniciou na avenida Paraguassú, no centro de Capão da Canoa, e contou com mais de 30 equipes da CEEE e Polícia Civil, totalizando mais de cem profissionais envolvidos.
O combate aos desvios está nas prioridades da gestão da Companhia. De acordo com o Gerente da CEEE no Litoral Norte, José Antônio Corrêa de Andrade, “essa prática afeta a qualidade da energia elétrica aos clientes regulares e resulta em prejuízos financeiros à empresa na ordem de R$ 200 milhões ao ano”.
O prejuízo com o furto de energia nos municípios do Litoral Norte totaliza R$ 12 milhões ao ano. "Esse recurso é quase a metade do que foi investido pela CEEE em melhorias na rede elétrica na região, em 2017 (R$ 27,4 milhões)", explica o Gerente.
Entre agosto e dezembro do ano passado, a CEEE Distribuição realizou uma campanha publicitária “Fez Gato. Pagou o Pato” com o propósito de alertar à população sobre os riscos do furto de energia. Através de diversas mídias, o trabalho integrou um hotsite www.fezgatopagouopato.com.br, que centralizou todas as informações, além de disponibilizar dicas de como é possível fazer a regularização e também denunciar crimes de roubo de energia de forma anônima. Nesse período, quase seis mil denúncias foram feitas através do canal.
De acordo com o delegado Luciano Peringer, o furto de energia por estabelecimentos comerciais e, em eventos, está no foco de combate da DRCP, pois, além de gerar grandes perdas na rede de energia, com prejuízos arcados por toda a população, a conduta gera perigo e instabilidade na rede. "Aquele que mantém comércio regularmente não consegue competir de forma igualitária com aquele que se vê livre do custo de energia intrínseco à atividade econômica", conta o delegado.

Fonte: Larissa Limeira (foto e texto)

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