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CEEE e Eletrobrás avaliam parcerias para projetos no Estado

Presidentes e diretores das duas instituições estiveram reunidos para analisar investimentos no RS.

Por admin / Publicado: 25/07/2008 Última modificação: 18/10/2019 16h25

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Os presidentes da Eletrobrás, José Antônio Muniz Lopes, e do Grupo CEEE, José Francisco Pereira Braga, estiveram reunidos na sede da Eletrobrás, no Rio de Janeiro, para avaliar os investimentos nas áreas de transmissão e subtransmissão de energia elétrica no Rio Grande do Sul. Na ocasião, houve um detalhamento das obras em andamento da CEEE no Rio Grande do Sul, do desempenho financeiro da Empresa nos últimos 18 meses, e das necessidades futuras de recursos de investimentos para infra-estrutura de energia elétrica no Estado, com base nas projeções de crescimento da economia para o Rio Grande do Sul. Acompanharam o encontro, os diretores de engenharia da Eletrobrás, Valter Luiz Cardeal de Souza, e da CEEE, Caio Tibério da Rocha, Sérgio Camps de Morais, Sérgio Souza Dias, e técnicos das áreas de transmissão e de distribuição.  

 

O presidente do Grupo CEEE considerou a reunião com a Eletrobrás, que tem 32,59% de ações das Empresas CEEE-GT e CEEE-D do Grupo CEEE, muito produtiva, pois os pleitos da CEEE, apresentados na ocasião, começarão a ser analisados imediatamente pelas áreas técnica e financeira da Eletrobrás. “As duas instituições até o ano de 2003 desenvolveram parcerias em projetos fundamentais para o desenvolvimento do Estado. Queremos retomar estas parcerias e ampliar as relações, bem como buscar cada vez mais a participação da Eletrobrás nos atuais e futuros projetos de expansão da energia elétrica”, disse Braga, citando a necessidade da viabilização de recursos e linhas de financiamento para obras de ampliação de novas subestações e linhas de transmissão. Ficou acertado que, em agosto próximo, a diretoria da Eletrobrás fará uma visita à CEEE, para aproximação de interesses.

 

José Pereira Braga salientou que o significativo crescimento em todos os setores da economia gaúcha demanda um incremento, ainda maior, da infra-estrutura de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica. - “Em 2007, a economia cresceu 7% e, pelas projeções, esse índice deverá crescer neste ano. Novas empresas estão se instalando no Rio Grande do Sul e precisamos manter a infra-estrutura energética compatível com esse desenvolvimento, o que exige novos investimentos e o envolvimento de todos os acionistas das empresas do Grupo CEEE”.

 

Estudos apontam necessidade de expansão

 

Os estudos de planejamento realizados no âmbito da Companhia e do Sistema Nacional, através da Empresa de Pesquisa Energética – EPE apontam para a necessidade de ampliação da malha de transmissão, subtransmissão, e de redes de distribuição nas áreas rural e urbana. Braga informou que, nos próximos três anos, é necessária a implantação de linhas de transmissão em 525 kV (quilovolts), a instalação de 1600 MVA (megavolts ampère) de transformação em subestações e a implantação e recapacitação de linhas de transmissão de 230, 139 e 69 kV.

 

Na área de geração de energia, Rio Grande do Sul possui uma densa malha hidrográfica, onde destacam-se dois grandes coletores de água: o Rio Uruguai e o sistema Vacacaí-Jacuí. A geração hidrelétrica é, hoje, a principal fonte de energia elétrica do Estado, representando 66,2% da capacidade instalada e 72,3% da produção interna. “Somos um dos Estados brasileiros com maior potencial energético hidráulico. Há ainda um expressivo potencial hidrelétrico a ser explorado nas bacias dos rios Uruguai, Camaquã, Ijuí, Taquari-Antas, entre outras”, reiterou.

 

Braga destacou, ainda, que o carvão mineral constitui-se claramente numa das grandes oportunidades de desenvolvimento sócio-econômico do Rio Grande do Sul, seja como fonte energética básica, ou como ponto de apoio para expansão de importantes ramos industriais. O presidente da CEEE analisa que os obstáculos tecnológicos, econômicos e institucionais estão sendo superados, através da implantação de programas bem estruturados para transformar, cada vez mais, o carvão mineral gaúcho em importante agente do desenvolvimento regional, pois o Estado detém cerca de 90% dos recursos brasileiros de carvão mineral.

 

Em conjunto com o Governo do Estado, estamos trabalhando no desenvolvimento das Fontes Alternativas de Energia - FAE, buscando a diversificação da matriz energética gaúcha. Os novos empreendimentos a serem implantados no Estado deverão ser em energia eólica, micros centrais hidrelétricas - MCHs (até 1 MW), pequenas centrais hidrelétricas - PCHs (até 30 MW), sistemas fotovoltáicos (energia solar), e biomassa (casca de arroz e cavaco de madeira para queima, bem como insumos para produção de biogás)”, finalizou.

 

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