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CEEE incentiva empregados a concluírem ensino fundamental e médio

Programa teve início em 2004. A empregada Alzira Freitas aproveitou a oportunidade.

Por admin / Publicado: 07/04/2008 Última modificação: 18/10/2019 16h25

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Em sua quarta edição, o Programa Usina das Letras, desenvolvido pela área de Recursos Humanos do Grupo CEEE, realiza, nesta quinta-feira (10), às 14h30, na sede da empresa, em Porto Alegre, a aula inaugural deste ano letivo. Na ocasião, a Diretoria presta uma homenagem aos 30 empregados que concluíram o ensino médio, em 2007. O evento ocorre no Auditório do Centro Administrativo da Companhia, na avenida Joaquim Porto Villanova, 201, e contará com a presença do presidente do Grupo CEEE, José Francisco Pereira Braga, e do diretor Administrativo, Carlos Ernesto Betiollo.

Criado em 2004, o Usina das Letras oferece a possibilidade de retorno aos estudos para os empregados ativos que não concluíram o Ensino Fundamental. Nos dois primeiros anos, o Programa foi desenvolvido em parceria com o SESI, que ministrava as aulas em seus núcleos de educação ou na própria empresa. Em 2006, em função do significativo número de solicitações de empregados com o Nível Médio incompleto, a Companhia reavaliou a atividade, possibilitando aos empregados cursarem, também, essa etapa de formação. Outra medida adotada, ainda, foi a permissão ao aluno para a escolha da instituição de ensino, desde que a mesma fosse registrada na Secretaria da Educação, e que os custos relativos à matrícula e às mensalidades estivessem dentro do limite de valor pré-estabelecido, anualmente, no orçamento do Programa. A partir do momento da adesão, os participantes têm três anos consecutivos para a conclusão dos estudos. A cada ano, os formandos são homenageados pela Diretoria do Grupo CEEE e recebem uma placa pela conclusão do curso.

Para Alzira Bitencourt Freitas, 62 anos, "era preciso ter uma oportunidade como essa, para dar o primeiro passo. A gente se sente mais valorizada. Saber é bom! Mas, batalhei para isso, obtive notas boas, gabaritei a prova de Biologia e até 10 tirei em Física." Alzira concluiu o ensino Fundamental e Médio e é uma das formandas de 2008. Admitida na CEEE em 1985, aposentou-se no dia 1º de abril de 2008. Seu próximo desafio será freqüentar o curso de Petit Restauranteur, com duração de oito meses, na Escola de Educação Profissional de Gastronomia, da Unisinos. Outro empregado que aproveitou a oportunidade facilitada pela CEEE, foi Celírio Pinheiro Mello, 47 anos, operador da Usina Hidrelétrica Passo Real, localizada no município de Salto do Jacuí. "Para mim, foi a realização de um sonho que se tornou realidade, após 29 anos de espera. Precisava desta oportunidade e a empresa a tornou viável, senti-me prestigiado", confessa Mello. No ano passado, retornou aos estudos, na Escola Castelo Branco, em Salto do Jacuí, prestando provas finais, posteriormente, na cidade de Ijuí. No evento do dia 10, Celírio será o orador da turma.

A coordenadora do Programa Usina das Letras, Iara Teresinha Tonidandel, salienta que o número de formandos tem aumentado a cada ano. Segundo ela, o perfil do público participante também está mudando, desde a criação do Programa, em 2004. No início, as faixas etárias eram mais elevadas, diferente do quadro atual, em que jovens estão contatando com o Usina das Letras. Iara afirma que a expectativa da CEEE é de que seja reduzido, ainda mais, o percentual de empregados com a educação básica incompleta. Este índice já foi de 13%, no ano de 2006 e, hoje, representa 10,3% do efetivo do Grupo CEEE, um contingente em torno de quatro mil empregados.

Formatura e atrações musicais

A fim de estimular os formandos a continuarem investindo na sua capacitação, a empresa convidou dois grupos musicais, que farão apresentações especiais aos alunos e convidados. O primeiro é integrado por cinco senhoras, de diversas idades, que, há 20 anos, dedicam-se a cantar e tocar violão, mostrando que a música pode e deve estar presente em todas as etapas da vida, consolidando amizades e agregando pessoas. As componentes, Ruth Mylius, Conchetta Friedrich, Helga A. Parke, Cristina Dias e Leonor Allrutz desenvolvem um trabalho filantrópico, que segundo elas, tem, apenas, o objetivo de transmitir alegria.

A outra atração do dia é a Orquestra de Flautas, resultado do trabalho de Educação Musical desenvolvido, desde 1992, na Escola Municipal de Ensino Fundamental Heitor Villa-Lobos de Porto Alegre. A iniciativa tem por objetivo proporcionar às crianças e jovens da Vila Mapa, periferia da cidade, a inclusão social através do acesso ao conhecimento musical e a vivências artísticas. "A proposta é desenvolver atitudes e habilidades por meio da prática musical em grupo, promovendo a auto-estima e a coletividade, estimulando a sensibilidade e a percepção, estabelecendo interação com os elementos da cultura local e ampliando suas possibilidades de participação na sociedade", diz a professora regente, Cecília Rheingantz Silveira, coordenadora e idealizadora do projeto. Em seu 15º ano de formação, a Orquestra de Flautas já realizou

595 concertos, para público superior a 120 mil pessoas.

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