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CEEE promove ciclo de palestras sobre Sistema de Gestão de Resíduos

Empresas que utilizam a reciclagem como fomentadora de oportunidades de negócios divulgaram suas ações

Por admin / Publicado: 27/10/2010 Última modificação: 18/10/2019 16h27

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O Auditório do Centro Administrativo do Grupo CEEE sediou, nesta semana, o 1º Ciclo de Palestras Sistema de Gestão de Resíduos: logística reversa, uma iniciativa que teve o propósito de sensibilizar os funcionários da Companhia sobre a preservação ambiental e divulgar iniciativas bem sucedidas, utilizadas por outras empresas, que ajudam a salvaguardar a natureza e representam oportunidades de negócios. Promovido pela Coordenadoria de Sustentabilidade da Empresa, o evento trouxe os palestrantes Adão Webber Lumertz, André Senger e Paulo Souza, respectivamente diretores das empresas Refrigeração Capital, Reverse e WPC Brasil, os quais abordaram o conceito de logística reversa, área que trata dos aspectos de retorno de produtos, embalagens ou materiais ao seu centro de produção. As palestras foram ao encontro da realidade da CEEE, que, este ano, aprovou Resoluções que visam à melhoraria de seu desempenho ambiental, com foco na gestão de resíduos gerados pelas atividades da Companhia. O Sistema de Gestão de Resíduos (SGR) consiste no conjunto de regras que garante a correta segregação, manuseio, acondicionamento, transporte e destinação dos resíduos gerados pelas empresas.

 

A palestra de abertura, “Logística Reversa do Gás CFC”, foi ministrada por Adão Webber Lumertz, diretor da Refrigeração Capital – Central de Regeneração e Reciclagem de Gases Refrigerantes. Adão abordou a periculosidade do lançamento do gás cloro flúor carbono (CFC) na atmosfera, atualmente proibido pela legislação, que provoca a destruição da camada de ozônio e o efeito estufa, e falou sobre a segregação, coleta, transporte e reciclagem de gases refrigerantes colhidos dos equipamentos de refrigeração de uso doméstico, comercial e industrial. Em abril de 2009, a Refrigeração Capital foi a única empresa do Estado a ser selecionada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) a dispor de um Centro de Regeneração e Reciclagem de Gases. Desde então, a empresa realiza esta reciclagem através de equipamentos e tecnologia de ponta, mediante um sistema que purifica o gás refrigerante, deixando-o novo, para ser utilizado com toda a segurança. Ao final do processo, é emitido um certificado de destinação final, atestando que a empresa ou mecânico que procurou o Centro de Regeneração deu a destinação correta ao material.

 

Lumertz incentivou a reciclagem dos gases que, majoritariamente, ainda são lançados na atmosfera e explicou que, embora equipamentos com CFC, como veículos e condicionadores de ar, não sejam mais produzidos no Brasil desde 1999, ainda existem no RS cerca de seis milhões de aparelhos de ar condicionado e refrigeradores que utilizam o gás agressor da camada de ozônio, de acordo com cálculo do PNUD. A manutenção de aparelhos que ainda utilizam estes gases exige a reciclagem do material, porém, de acordo com o diretor da empresa, estima-se que apenas 1% dos gases é encaminhado à destinação correta no Estado. “São 7,2 mil toneladas de gases – CFC e hidroflúorcarbono (HCFC) – que, caso sejam jogados na atmosfera, provocarão a destruição de 14 bilhões de quilos de ozônio e ainda contribuirão com o efeito estufa. Um refrigerador doméstico, fabricado antes de 2001, contém, em média, 1,2 quilos de gases, compreendidos entre CFC e HCFC”, contabilizou. Para Lumertz, a conscientização sobre o tema passa pelo investimento em capacitação técnica e educação ambiental, sendo necessário enfatizar o conhecimento dos equipamentos e sensibilizar empresas e mecânicos sobre a importância de todas as formas de vida no Planeta.

 

André Senger, diretor da Reverse - Gerenciamento de Resíduos Tecnológicos Ltda., ministrou a palestra “Resíduos Tecnológicos – Uma crescente preocupação!”, na qual apresentou o trabalho de seu empreendimento, certificado com a ISO 14.001, que atua com detritos de telefonia e Informática de diversas empresas do Estado. Os resíduos dos equipamentos são coletados, desmontados, descaracterizados – de modo a assegurar a inviolabilidade dos dados neles contidos e a proteção da marca dos clientes – e segregados, a fim de possibilitar uma correta destinação final, o que elimina o risco de contaminação ao meio ambiente.


Para André, é crescente a preocupação com o aumento do consumo e da facilidade de aquisição dos equipamentos eletro-eletrônicos. “Eles são, na atualidade, praticamente descartáveis, pois o tempo de vida é menor em função do avanço tecnológico. Hoje, um indivíduo adquire, em média, um novo telefone celular a cada sete meses. Atualmente, é mais barato comprar um novo aparelho e o conserto está caindo em desuso, sendo já previsto o fim das assistências técnicas. Em 2007, foram vendidos no Brasil, o maior gerador per capita do mundo de resíduos tecnológicos, de acordo com a ONU, 20 milhões de computadores, 11 milhões de televisores e 21,1 milhões de celulares. A reciclagem de resíduos tecnológicos não chega a 1% no País e, no mundo, são reciclados apenas 10% dos computadores”, informou o palestrante, para quem a preocupação com o meio ambiente deve ser intrínseca a qualquer atividade empreendedora.

 

O evento encerrou com a palestra “Alternativas Inteligentes”, ministrada por Paulo Souza, diretor da Wood Plastic Composites Brasil (WPC), empresa que oferece aos profissionais do ramo da construção um produto sustentável, formulado a partir da casca de arroz, em substituição à madeira convencional. Retirada do meio ambiente e reaproveitada, a casca de arroz é misturada ao plástico, contribuindo assim para a diminuição do desmatamento. Durável, utilizado em várias aplicações e ofertado em vários tons amadeirados, o material já tem histórico fora do Brasil, com o diferencial de que, no exterior, o produto é obtido a partir do pó de madeira e no País, inovou-se com o emprego de 50% da casca de arroz. É a utilização

 

“Com esta tecnologia sustentável, nenhuma árvore é abatida. A outra vantagem é que este material não sofre o ataque de cupins e não se decompõe, sendo resistente a maresias e a raios UV. A absorção de umidade do produto, que aceita usinagem, pregos e parafusos, é inferior a 1%”, destacou Souza. “Na safra de arroz de 2009/2010, a casca representa 22% da produção ou 2.472,3 toneladas, acrescentou. Atuante no desenvolvimento de perfilados termoplásticos, a WPC Brasil já fez decks para piscinas, uma ponte no clube Grêmio Náutico União, pórtico e cerca em Garopaba (Santa Catarina), fachadas e pisos, entre outros trabalhos.

 

Fonte: Carla Damasceno Ferreira (texto) e Guga Marques (foto).

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