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CEEE usa materiais alternativos para coibir roubos de redes de energia

A região do litoral norte do Estado é a mais atingida pelos furtos.

Por admin / Publicado: 29/08/2007 Última modificação: 18/10/2019 16h25

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A direção do Grupo CEEE e os técnicos da empresa da Divisão Regional de Osório vistoriaram, nesta quinta-feira (30), algumas praias do Litoral Norte, localidades com maior incidência de furtos de cabos de energia elétrica e que acabaram causando a morte de duas pessoas na tarde de quarta-feira (29), em Balneário Pinhal. Segundo o diretor de Transmissão do Grupo, José Francisco Braga, que acompanhou o trabalho, "precisamos continuar adotando a substituição de materiais e intensificar a fiscalização, em conjunto com os órgãos de segurança do Estado e dos
municípios, para acabar definitivamente com este tipo de crime, que traz prejuízos tanto aos consumidores como à empresa e que, ontem, acabou vitimando duas pessoas".

Para coibir o furto junto às redes de distribuição da CEEE, a empresa está utilizando, em substituição aos fios de cobre, desde do ano passado, materiais alternativos, e sem valor comercial atrativo para os ladrões. O cabo bimetálico, composto de aço revestido por uma fina camada de cobre para conduzir a corrente, foi instalado no balneário Costa do Sol, em Cidreira, Tramandaí e Imbé. Outro material, também com baixa atração no mercado paralelo e mais barato que o de cobre convencional, é o multiplexado, composto por um feixe de fios de alumínio isolado em XLPE (com revestimento plástico). Desde 2006, foram colocados cerca de 26,5 mil metros de rede de baixa tensão e mais 90 mil de ramais de serviço na área de concessão da CEEE com esta tecnologia. Está previsto, ainda para este ano, a substituição de outros 59 circuitos nas praias do Litoral Norte, com investimento de R$ 1 milhão.

Pelo levantamento da CEEE, de janeiro a julho deste ano, somente nos municípios do Litoral Norte, já foram furtados 35 toneladas de cabos, o equivalente a R$ 657 mil. Levando-se em consideração os dados apurados no ano passado, os valores ultrapassam a 100 toneladas e a cerca de R$ 3,0 milhões. Este crime hoje não é restrito as áreas mais isoladas ou com menos concentração de população. Em Porto Alegre, há uma média de 133 furtos por mês. No ano passado, a CEEE precisou repor o equivalente a 24 toneladas de cabos furtados nas ruas da capital. Nestes primeiros oito meses, já foram furtados 36 toneladas, com um prejuízo superior a R$ 830 mil. Os bairros Santa Tereza, Ipanema, Tristeza, Nonoai, Cristal, Teresópolis e Humaitá são os que registram mais ocorrências. Na Região Sul, levando-se em consideração os últimos oito meses, o montante chega a 7 mil quilos ou R$ 126 mil.

O acidente de quarta-feira no Litoral Norte foi ocasionado porque, após o roubo de cinco vãos de rede, os ladrões deixaram pedaços de fios energizados, que caíram dentro de uma poça d'água, e acabaram atingindo com choque elétrico fatal uma mulher e o filho que passavam pelo local em uma charrete puxada por um cavalo. Na tentativa de salvar o animal, primeiro a tocar no fio, ambos foram atingidos pelo choque.

Na foto, diretor José Francisco Braga e o chefe da Divisão Regional do Litoral Norte, José Antônio Lopes.

Foto: Fernando C. Vieira - Grupo CEEE/ACS

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