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Roubo de fios de energia da CEEE D traz prejuízo à empresa e aos consumidores

Somente em Porto Alegre, oito atendimentos por dia são referentes a roubo de cabos de energia.

Por admin / Publicado: 29/11/2007 Última modificação: 18/10/2019 16h25

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A reposição de fios de cobre roubados das redes de energia é, hoje, uma rotina indesejável para os eletricistas da Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica (CEEE D), que atende a mais de 1,38 milhão de clientes em 72 municípios gaúchos, incluindo Porto Alegre, litoral norte, região sul e campanha. Nesta sexta-feira (30), os eletricistas, Ângela Gonçalves Pinto e Charles Raymundi, precisaram repor, pela quinta vez nos últimos meses, um vão de rede na rua Dr. Murtinho, no bairro Bom Jesus, na capital. "Há dias, em que o nosso trabalho é quase que exclusivamente esse", lamenta Ângela, empregada da empresa há três anos, e que para realizar a reposição do cabo com segurança precisou interromper o fornecimento de energia a 50 consumidores da região por uma hora e meia.

O chefe da Divisão de Operação e Manutenção da empresa, Sérgio Sodré, ratifica a informação dos técnicos, dizendo que a média mensal de atendimentos emergenciais para recolocar fios roubados, nos onze meses de 2007 somente em Porto Alegre, o número é de 240, considerado, por ele, bastante elevado e preocupante. "Isso representa 2.816 solicitações no ano, oito ao dia, mais de quatro toneladas de fios ao mês, um gasto anual de R$ 1,25 milhão, valor que poderia estar sendo investido em melhorias no sistema de distribuição", acrescenta. "A polícia sabe, mas o transtorno continua, reclama Milton Alves, um dos clientes da CEEE D da rua Dr. Murtinho, prejudicado pela ação dos ladrões, que agem normalmente durante à noite. Pelos dados da Companhia, na capital, os bairros Partenon, Bom Jesus, Santa Tereza, Ipanema, Tristeza, Nonoai, Cristal, Teresópolis e Humaitá são os que vêm registrando o maior número de ocorrências.

Outros materiais

"Neste ano, implementamos algumas medidas para reduzir o prejuízo aos consumidores e à Companhia. Uma ação é a utilização de materiais alternativos e de menor valor no comércio paralelo, como o alumínio, por exemplo. Além disso, estamos atuando em conjunto com a Polícia Civil e a Brigada Militar, mesmo assim a situação ainda é grave", diz o diretor de Distribuição da CEEE D, Rogério Sele da Silva. Segundo ele, os consumidores também podem colaborar, alertando à polícia ou à Companhia sobre qualquer situação irregular. "É importante que as pessoas que presenciem este tipo de atitude ilegal denunciem, pois, além de correrem risco, podem colocar à vida de outros também em perigo, uma vez que ao fazerem um roubo normalmente deixam pedaços de fios partidos, mas energizados, que podem provocar até a morte no caso de alguém tocar no material desavisadamente". lembra. Rogério Sele informa ainda que as pessoas podem entrar em contato com CEEE D nas 26 agências comerciais, pelo serviço de teleatendimento 0800.721.2333, disponível nas 24 horas do dia, ou pelo site www.ceee.com.br.

Em substituição ao cobre, a CEEE D está ampliando a utilização do cabo bimetálico, especialmente nos municípios do litoral, já que é composto de aço revestido por uma fina camada de cobre para conduzir a corrente, sofrendo menor interferência da maresia. Outro, também com baixa atração no mercado paralelo e mais barato que o de cobre convencional, é o multiplexado, que possui um feixe de fios de alumínio isolado com revestimento plástico. Pelo levantamento da CEEE D, de janeiro a novembro deste ano, somente nos municípios do Litoral Norte, região onde o problema também é sério, já foram furtados 44,3 toneladas de cabos, o que representa a R$ 828 mil.

 

Reposição de fios na rua Dr. Murtinho, no bairro Bom Jesus, em Porto Alegre. Nas fotos, os eletricistas da CEEE D, Angela Pinto e Charles Raymundi.

Fotos: Fernando C. Vieira - ACS Grupo CEEE

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