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Especialistas do setor elétrico discutem perspectivas para as empresas

Análise feita mostra que apesar da crise mundial, os investimentos em infraestrutura energética devem continuar

Por admin / Publicado: 06/04/2009 Última modificação: 18/10/2019 16h26

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Um debate sobre o momento atual do Brasil, com destaque às perspectivas do setor de energia elétrica atraiu um público de mais de 150 pessoas na tarde desta terça-feira (07) na sede do Grupo CEEE em Porto Alegre durante o 1º Fórum Econômico Financeiro. O evento, coordenado pela Diretoria Financeira da empresa, reuniu participantes de concessionárias de energia, instituições financeiras e segmentos representativos das classes industriais e comerciais para discutir as perspectivas futuras de investimento, comportamento de mercado e gestão das empresas. Na abertura oficial, o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Daniel Andrade, saudou a iniciativa e oportunidade do debate que traz temas significativos. Para ele, através da avaliação do mundo real é possível enfrentar os problemas e superar as crises. “Assim como a CEEE está fazendo isso hoje,  fazemos isso no Estado. Dessa forma, criamos condições para continuar investindo em infraestrutura, gerando emprego e renda”, destacou.

O presidente do Grupo CEEE, Sérgio Camps de Morais, considerou o evento necessário e importante, uma vez que com a ajuda de especialistas reconhecidos houve uma parada para reflexão de um tema estratégico, especialmente no momento em que a economia global exige medidas práticas de gestão. Segundo ele, “somos uma empresa pública e vivemos uma situação nova no País, onde ainda não sabemos os reais reflexos da crise mundial na nossa economia, mas precisamos ver o que está acontecendo no mercado e calibrar as nossas ações permanentemente”, acrescentou, anunciando que o evento irá se repetir bimestralmente.

 

Investimentos

 

O diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Eletrobrás, Astrogildo Fraguglia Quental, mostrou-se otimista ao analisar o futuro e os investimentos previstos para o País no segmento energético, mesmo com os números que mostram taxas de crescimento de mercado menores no último ano. O consumo de energia elétrica sofreu uma desaceleração em 2008, crescendo apenas 3,8%, frente a um índice de 5,4% em 2007. Mesmo assim, ele analisa que as medidas adotadas, entre elas o Plano Nacional de Habitação, no valor R$ 34 bilhões, deverão impulsionar o consumo de eletricidade nos próximos anos. Para a EPE (Empresa de Pesquisas Energéticas), em 2009, o crescimento global do consumo de energia elétrica deverá ficar em 1,2%, sendo 2,1% negativo apenas para o setor industrial. Pelas análises, o segmento residencial irá avançar 4,1% e o de serviços 4,2%.

 O dirigente explicou que a Eletrobrás, que tem uma capacidade instalada de geração de 39.402 megawatts e possui mais de 59,7 mil quilômetros de linhas de transmissão no País, trabalha com planejamento orçamentário de quatro anos e prevê investimentos que ultrapassam os R$ 30 bilhões até 2012. Nesse total, R$ 26 bilhões são recursos corporativos (próprios) e outros R$ 4,2 bilhões de parcerias para projetos nas áreas de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica. “Nosso plano é enfrentar a crise com investimentos”. Ao finalizar, Quental destacou a Medida Provisório 450, em fase de aprovação, e que deverá criar condições importantes para que as empresas tenham acesso ao crédito e possam seguir seus planos.

Na segunda parte do encontro, o consultor Marcelo do Carmo Rodrigues falou aos presentes sobre Gestão de Energia no Planejamento Industrial.  

 

 

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