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Estado recebe empresas interessadas em investir em energia eólica no RS

Atividade ocorre no estande da feira até sexta-feira, durante a Conferência Windpower 2012 que vai até amanhã no Rio de Janeiro.

Por admin / Publicado: 31/08/2012 Última modificação: 18/10/2019 16h28

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Os representantes do Rio Grande do Sul na  Conferência Brazil Windpower  já realizaram diversos encontros com  interessados em investir no mercado de energia eólica no Rio Grande do Sul. Integrantes da Secretaria de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (SDPI), Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI) e empresas do Grupo CEEE, recebem, até amanhã, no stand conjunto que inclui, ainda, a Eletrosul e o Sindicato das Empresas de Energia Elétrica do RS, fabricantes de aerogeradores e seus componentes, pás eólicas, torres e prestadores de serviços, além de agentes financeiros. A Conferência Brazil Windpower iniciou, na tarde de ontem, e reúne, entre congressistas e expositores, cerca de três mil pessoas até esta sexta-feira (31) no Centro de Exposições Sulamérica, no Rio de Janeiro.  Nas palestras,  temas como financiamento, mercados internacionais, avanços na tecnologia de avaliação de recursos, operação, mercado e regulação, tendências sócio-políticas, novas tecnologias, logística e fornecimento, viabilização de projetos, comercialização e mercado livre para eólica. 

 

Segundo a opinião unânime dos especialistas do setor, que participaram da solenidade de abertura do congresso e de um talk-show na noite de ontem, atualmente, a energia eólica é a principal fonte de energia alternativa e renovável em evidência, tanto em nível mundial como nacional. Nas observações das autoridades do setor energético brasileiro e órgãos de pesquisa,  o Brasil tem grande potencial eólico,  mas ainda pouca potência instalada dessa fonte de energia, o que confere ao país e a algumas regiões e estados, entre eles o Rio Grande do Sul, grandes oportunidades de negócios. O Estado já conta com 364 MW instalados em onze parques eólicos e representa 11% de todo o potencial eólico brasileiro. Segundo o  diretor de Infraestrutura e Energia da AGDI, Marco Franceschi, a disposição da infraestrutura do Estado viabiliza a utilização de todo este potencial, facilitando a logística para instalação de novos parques eólicos.   

 

No Sul do Brasil, as empresas CEEE e Eletrosul estão com importantes investimentos no segmento eólico. No caso da Eletrosul, os complexos eólicos Cerro Chato (em Santana do Livramento), este já em operação, e outros três em instalação (Livramento, Santa Vitoria do Palmar e Chuí)  formarão um total de 285 aerogeradores e uma potência de 570 MW. Já a CEEE realiza investimentos tanto na geração de energia limpa no Rio Grande do Sul, como nos projetos de transmissão, visando a conexão desses parques eólicos ao sistema interligado. O diretor de geração do Grupo CEEE, Carlos Ronaldo Vieira Fernandes, lembra que, no final de agosto, foi assinado aplicação o ingresso do grupo CEEE no capital social da Enerfin, empresa do grupo espanhol Elecnor, incluindo a participação da CEEE em 10% do capital da holding. A Enerfin já opera e está ampliando complexos eólicos em Palmares do Sul (com capacidade instalada próxima de 200 MW) e em Osório (com 302,9 MW). A parceria inclui as unidades já em operação e as ampliações previstas nesses dois parques. 

 

Alem disso, Ronaldo cita, também, a recente assinatura do contrato de concessão do leilão de transmissão 05/2012, vencido pelo Consórcio formado com as empresas CEEE-GT (Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica) e Eletrosul (Centrais Elétricas do Sul do Brasil). A união das duas estatais teve um caráter estratégico, com a formação da Transmissora Sul Litorânea de Energia (TSLE), uma sociedade de propósito específico cuja composição societária é de 51% da Eletrosul e 49% da CEEE-GT. As empresas serão responsáveis pela construção de um rol de obras arrematadas no Lote A do leilão realizado em junho: três subestações de 525/230 kV, 491 quilômetros de linhas de transmissão, seccionamentos e modificações nas subestações Camaquã 3 e Povo Novo, todas na região Sul do Estado. 


O investimento de R$ 700 milhões vai permitir a instalação de usinas eólicas e de novos complexos industriais na região, além de melhorar a confiabilidade, a segurança, confiabilidade e a qualidade do sistema elétrico nacional, especialmente no período do verão. As obras vão gerar, ainda, mais de 3.500 empregos diretos e a previsão é de que estejam concluídas no início de 2014. 

 

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, estimou, durante a abertura do Windpower,  que o parque eólico do país chegará a 8 gigawats (GW) de capacidade instalada de geração de energia até 2015. Segundo ele, o Brasil, que hoje ocupa a vigésima posição no mundo entre os países que produzem energia a partir dos ventos, com uma capacidade instalada de 2 GW, no próximo ano já estará entre os dez países, e continuará crescendo.

 

 “As perspectivas do setor de energia eólica no país são muito boas. Ela tem tido um crescimento muito expressivo no Brasil. E a boa notícia é que o consumidor não tem que pagar nada a mais por isso, uma vez que o preço da energia eólica hoje, no país, caiu a um terço do que era a três ou quatro anos atrás - e já é bastante competitivo em relação às outras fontes”, acrescentou o presidente da EPE, ressaltando também o crescimento da indústria de aerogeradores no país. “Hoje nós já temos 11 empresas instaladas no país, algumas das quais já atendendo aos critérios estabelecido pelo BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social], ou seja, produzindo com mais de 60% de conteúdo nacional em seus equipamentos - o que é positivo porque gera emprego, o reflete na economia do país".

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