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Lançamento do primeiro cabo da LT da CEEE entre Rio Grande e São José do Norte ocorre dia 1º de setembro

Início do trabalho precisou ser adiado para quarta-feira, 1º de setembro, em função das condições climáticas na Região.

Por admin / Publicado: 28/08/2010 Última modificação: 18/10/2019 16h27

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Na próxima quarta-feira (1º de setembro) começa o lançamento do primeiro cabo subaquático da nova rede de energia elétrica que liga os municípios de Rio Grande e São José do Norte. A alteração no cronograma – de 30 de agosto para 1º de setembro - foi necessária, em função das condições climáticas desfavoráveis na região, com ventos superiores a 50 quilômetros por hora e ondas, no canal, de 1,5 metro de altura, o que impede a realização do trabalho com segurança.

 

A partir da colocação do primeiro cabo na quarta-feira (no total, são quatro de energia e dois de fibra ótica), a programação segue até a metade da próxima semana. O material (quatro bobinas - cada uma pesando 35 toneladas - totalizando 7,2 mil metros de cabos de 80 milímetros de diâmetro) já está posicionado, em terra, a 150 metros da margem no município de São José do Norte. O trabalho será feito com o auxílio de equipes de mergulho e o apoio de 11 barcos adequados, seguindo um cronograma específico estabelecido em conjunto entre os técnicos da Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica (CEEE-D), da Capitania dos Portos e do consórcio Prysmian/Lig Global, contratado pela concessionária gaúcha de energia para executar a obra.

 

O projeto da rede elétrica de 69 mil Volts, importante para a ampliação do porto de rio grande e do aumento da segurança do fornecimento de energia à população de São José do Norte, integra os programas prioritários do Governo do Estado e da Secretaria de Infraestrutura e Logística (Seinfra) e está sendo viabilizado pelo Grupo CEEE, com investimento de R$ 20 milhões. Os materiais utilizados nessa obra foram projetados para minimizar ao máximo as interferências relacionadas à movimentação das embarcações que utilizam os serviços portuários no local. Este é o terceiro maior empreendimento no Brasil com estas características - os outros dois estão em Santa Catarina e, no Rio Negro, em Manaus.

 

A ação no litoral sul do Estado ocorre após a liberação de todas as licenças ambientais e a conclusão das obras de instalação dos dutos subterrâneos ao lado do Tecon (Terminal de Contêineres) e em São José do Norte, operação que vinha sendo realizada desde o final do mês de abril. Agora, nesta etapa, a cada dois dias haverá o lançamento dos cabos pela água entre as duas cidades. Após essa fase, ocorre a montagem dos acessórios e equipamentos de conexão nos terminais do sistema elétrico da região e, posteriormente, os testes de comissionamento da obra e, no final de setembro, a energização da nova travessia de energia. O trabalho no local continuará por mais oito meses, quando haverá o posicionamento definitivo dos cabos no fundo do canal, por meio da colocação de sacos de argamassa que funcionarão como proteção mecânica da rede. 

 

 

A nova linha de transmissão substitui a atual rede aérea, em operação desde dezembro de 1993, e que atravessa o canal de acesso ao porto rio-grandino desde o Tecon, em Rio Grande, até São José do Norte, a 72 metros do nível da água e será retirada no mês de outubro, com a desmontagem das estruturas metálicas. Conforme o presidente do Grupo CEEE, Sérgio Camps de Morais, “a alteração da configuração dessa linha tornou-se necessária, em função do crescimento do Rio Grande do Sul e especialmente do expressivo desenvolvimento que vem sendo registrado na região sul do Estado. Nos últimos anos, o Porto de Rio Grande tem recebido projetos importantes com a entrada e saída pelo canal de navegação de grandes embarcações, o que exigiu, recentemente, a retirada provisória dos cabos aéreos para que essas operações pudessem ser realizadas com êxito e sem riscos”, explica.

 

A expansão industrial e do setor de serviços gerada pelo Porto de Rio Grande na região demandaram, somente em 2008, a retirada e/ou o tracionamento, em três momentos, dos cabos aéreos da linha de transmissão da CEEE. Nessas ocasiões, houve, inclusive, a necessidade de instalação provisória de geradores para manter a continuidade do abastecimento às 26 mil pessoas que moram em São José do Norte.

 

Sérgio Camps ressalta que as empresas de energia precisam trabalhar voltadas ao crescimento do mercado, às melhorias tecnológicas e em harmonia com o meio ambiente nos seus projetos. Esses princípios, segundo ele, foram observados pelos técnicos da CEEE, recentemente, na decisão de implantação da rede subaquática, e também no início dos anos 90, quando essa obra de engenharia – a linha de energia aérea – possibilitou integrar a localidade de São José do Norte ao Sistema Interligado Nacional. “Naquela época, o município pertencia a um sistema de energia isolado, com abastecimento exclusivo feito através de duas usinas, que utilizavam como combustível óleo diesel”, acrescenta.

 

Características da linha subaquática

 

Por meio de uma concorrência pública, a CEEE-D – Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica do Rio Grande do Sul – contratou como fornecedor do serviço a Prysmian, em consórcio com a Lig Global, para a execução da Travessia de Energia Subterrânea – Subaquática no litoral Sul, no canal do porto de Rio Grande.

O circuito tem uma extensão de aproximadamente 2,2 quilômetros1,5 km em trecho submarino e 700 metros em trecho terrestre – e é composto por quatro cabos isolados em XLPE com condutor de cobre e capa metálica de chumbo fornecidos pela Prysmian, sendo que um deles é utilizado como cabo reserva para ampliar a confiabilidade e segurança do sistema. Junto com os cabos de alta tensão são instalados também dois com 24 fibras ópticas para a transmissão de sinais de telecomunicação. Ao todo, são cerca de sete mil metros de cabos submarinos (com 16 quilos cada metro) e 2,8 mil metros de cabos terrestres, enterrados em toda a sua extensão a uma profundidade mínima de um metro, sendo que no trecho navegável do canal esta distância será de pelo menos dois metros, para garantir total proteção a esta conexão.

Conforme o fabricante, os cabos submarinos foram projetados para operar no fundo do canal, minimizando ao máximo as interferências relacionadas à movimentação das embarcações que utilizam os serviços portuários. A forma como os cabos são produzidos também contribui para o bom desempenho do produto em ambientes marítimos. Isso porque, durante o processo de encordoamento do condutor de cobre, os interstícios entre os fios são preenchidos com material extrudado, o que garante o bloqueio longitudinal contra penetração de umidade nos cabos, aumentando sua confiabilidade e sua vida útil.

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