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NOTA OFICIAL

Controle da vazão de água no Passo Real evitou que cheia do rio Jacuí fosse ainda maior

Por admin / Publicado: 11/01/2010 Última modificação: 18/10/2019 16h26

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A Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica (CEEE-GT) opera, no rio Jacuí, os reservatórios de Ernestina, Passo Real, Maia Filho e Itaúba, além de ter uma participação em Dona Francisca. Nestes locais, a Empresa mede e controla, através de comportas, o volume de água que corre no Jacuí. As exceções são Ernestina e Dona Francisca, cujas barragens não possuem comportas, ao contrário do que foi publicado em veículos de comunicação.

Entre as 18h de domingo (03/01) e 13h de segunda-feira (04/01), a CEEE registrou, no reservatório de Passo Real, uma precipitação de 317,4mm, o que equivale à média de dois meses. As chuvas intensas provocaram um rápido incremento nos rios Ivaí e Jacuizinho, que desaguam nos reservatórios de Itaúba e Dona Francisca, os quais não possuem capacidade suficiente de acumulação para o referido volume de águas. 

Na manhã de segunda-feira, as comportas de Passo Real, seu reservatório de maior capacidade, já estavam fechadas e a CEEE desligou os geradores desta Usina, retendo toda a vazão do rio Jacuí até aquele ponto e atuando definitivamente no controle da cheia. Naquele dia, a vazão registrada em Dona Francisca evoluiu de 350m3/s às 0h para 8.240m3/s às 18h. Neste horário, o reservatório de Itaúba já estava com sua capacidade esgotada, pois reteve as águas até seu limite de segurança. Com a intervenção da Companhia, o volume da enchente foi 33% menor que o máximo estimado pelos técnicos, que seria de 11.000m3/s. Este fenômeno, segundo eles, tem a probabilidade de acontecer a cada 10.000 anos.

 

A Companhia segurou todo o fluxo do Jacuí o quanto possível. Às 23h26min de segunda-feira, por questões de segurança, voltou a ligar os geradores da Usina de Passo Real, pois a elevação da afluência aumentou o nível do reservatório e obrigou a CEEE a utilizar parte de seu volume de espera.

 

No momento da queda da ponte na RS 287, entre os municípios de Restinga Seca e Agudo, na manhã de terça-feira (05/01), as vazões laterais abaixo do reservatório de Passo Real, onde a CEEE não tem como controlar os volumes de água, já haviam diminuído e a defluência em Dona Francisca estava 48% menor que o registrado na noite anterior.

 

A CEEE exerceu um papel fundamental no controle do volume das águas e evitou que a proporção dos estragos causados pela cheia incomum dos afluentes do rio Jacuí tivesse consequências ainda maiores.

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