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PLT leva energia elétrica ao interior do Caraá

Família de Inês Oliveira Colombo já tem energia na casa nova.

Por admin / Publicado: 27/05/2009 Última modificação: 18/10/2019 16h26

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Esta semana foi especial para uma família da localidade de Borússia, no interior de Osório. Na manhã desta quarta-feira, 27, Inês Maria de Oliveira Colombo, 56 anos, pegou carona de moto com o filho Rogério para esperar os técnicos da CEEE que iriam instalar o medidor de energia e ligar a luz na nova casa, no Alto do Caraá, área rural do município. Depois do trabalho dos eletricistas da CEEE da Regional Litoral Norte, com sede em Osório, ela, orgulhosa, foi a primeira a acionar o interruptor na sala da casa, ainda sem os móveis.

A rede, no valor de R$ 4,5 mil, está incluída no Programa Luz para Todos (PLT), e integra um conjunto de mais de mil obras realizadas pela Companhia nos últimos três anos somente no Litoral Norte do Estado, beneficiando 3,7 mil famílias. O investimento total, nesse Programa, na região, já alcançou os R$ 9 milhões. Conforme o gerente da CEEE em Osório, José Antônio Lopes dos Santos, neste ano, foram mais de 200 ligações e, até dezembro, outras 317 unidades consumidoras terão acesso ao serviço, em 244 obras na área rural dos 23 municípios atendidos pela Regional, elevando o valor total de recursos, no Programa, para R$ 11 milhões. Pelas regras do PLT, projeto desenvolvido pela concessionária de energia, em parceria com a Eletrobrás e governo do Estado, cada residência tem direito a receber, gratuitamente, a entrada da energia (poste e medidor), três lâmpadas e duas tomadas. 

Com a chegada da energia, Inês Colombo pretende fazer a mudança, no máximo em 10 dias. “Estou muito satisfeita, este foi o presente mais lindo que eu ganhei”, diz ao contar que agora planeja a inauguração da casa e da luz. O churrasco será no final de junho, no dia do aniversário de 20 anos do filho Alan, que trabalha num frigorífico da região e já garantiu, com os amigos, a cerveja para a festa. “A carne será por minha conta, é por uma boa causa” comemora. Outro motivo de alegria da produtora rural é que o filho caçula Adriano, de 16 anos, poderá voltar a morar com ela, já que precisou ficar na casa de um amigo, desde o início das aulas, em março, para que conseguisse pegar, com mais facilidade, o ônibus e chegar à escola Marçal Ramos, no centro de Caraá. “Onde eu moro o transporte coletivo ficava longe. Ele precisava andar muito para pegar o ônibus, estava até pensando em desistir de estudar”, lamenta.

“Viver sem energia é muito ruim”

 “Viver sem energia é muito ruim. Eu bem sei. Vivi até os meus 40 anos – na localidade de Morro Agudo em Santo Antônio da Patrulha - sem luz”, conta para lembrar da pior parte, a hora do banho. “Era de bacia ou no tanque, com água fria. Antigamente, para irmos ao baile – sempre com o pai, mãe ou um tio, faz questão de dizer – era necessário enfrentar, primeiro, a água gelada. Ainda bem que isso, agora, é passado. Hoje estou muito feliz”, repete elogiando a área que reservou para o jardim da nova casa, que terá rosas e hortênsias.

Além da matriarca da família, o filho Rogério, que acompanha a finalização da casa de 54 metros quadrados também está ansioso e quer aproveitar os benefícios da energia elétrica. “Agora, teremos geladeira, televisão e banho quente”, anuncia mostrando o cano onde será instalado o chuveiro, já comprado, sem esquecer de destacar o seu aparelho preferido, a televisão: - “Sou apaixonadinho por novela, se puder quero ver todas, das seis da tarde em frente e, quando tiver jogo de futebol na TV, quero torcer pelo Grêmio e secar um pouquinho o Inter”.  

A história de dona Inês não é muito diferente a do casal de agricultores Maria Eliza e Felipe Calabresi Colombo, a poucos metros dali. Uma das primeiras famílias a ter energia elétrica no Alto do Caraá, através do PLT, eles contam que os oito meses que viveram no local sem energia foram bem difíceis. Para iluminar os ambientes usavam vela e um lampião de querosene. O candeeiro continua por lá, esquecido num canto do galpão. “Guardei de recordação”, diz a dona da casa.

O PLT não leva somente mais conforto às famílias do interior. Ele também ajuda a mudar a economia local. Em Vila Santa Rita, no caminho que leva às residências de dona Inês e dona Eliza, o bar do Dodô, que vende um pouco de tudo, já sente a diferença. “Não resta dúvida, a chegada da energia trouxe mais desenvolvimento para nós, especialmente nos últimos dois anos. Estamos acompanhando o progresso”, diz Claudiomir Dias, neto de Petrolina Firme, parteira e benzedeira da região, que faleceu com 102 anos de idade e um dos 10 filhos do seu Domingos Nunes (seu Dodô), que iniciou a atividade comercial. Hoje, quase todos da família (cerca de 80 pessoas), vivem, estudam e produzem na região. Na lista dos negócios, há frigorífico, empresa de terraplanagem, quadra de esportes e, em breve, um espaço para a realização de eventos, o mais novo empreendimento. “O movimento aumentou muito por aqui com a chegada da energia”, reforça seu Dodô.

 

Programa já beneficiou mais de 20 mil famílias

na área de concessão da CEEE

 

Através do Programa Luz para Todos (PLT), a CEEE Distribuição (CEEE-D) já ligou a energia elétrica para mais de 20 mil famílias que moram na área rural dos municípios atendidos pela Companhia. Essa atividade iniciou na empresa em 2004 e, desde então, totaliza investimentos superiores a R$ 83 milhões. Somente em 2008, foram aplicados R$ 44,7 milhões.  Para este ano, o valor orçado para a ligação de outras 4,5 mil famílias é de R$ 45 milhões.

Até o final do projeto, em 2010, a meta  é atender, na totalidade, as 27 mil famílias inscritas. Na área de concessão da CEEE-D, concessionária que atende 72 municípios da regiões Sul e Sudeste do Rio Grande do Sul, o maior percentual de famílias beneficiadas pelo acesso da energia elétrica por meio do PLT foi a Centro-Sul, onde já foram realizadas ligações para mais de 8,7 mil unidades consumidoras no período. Na seqüência, vem a região do litoral norte, com 3,7 mil novas instalações.

O PLT é realizado em parceria com a Eletrobrás, Governo do Estado e, entre seus objetivos, está a possibilidade de oferecer a permanência das famílias no campo, melhorando a qualidade de vida dessas pessoas, através do uso de equipamentos e eletrodomésticos, como lâmpadas, geladeira, chuveiro e outros aparelhos.

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