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Prefeitos da fronteira-oeste buscam apoio da CEEE à Usina de Garabi

O encontro aconteceu na sede da empresa, em Porto Alegre.

Por admin / Publicado: 04/04/2008 Última modificação: 18/10/2019 16h25

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O empreendimento da Usina Hidrelétrica de Garabi, na divisa do Brasil com a Argentina, é estratégico para o desenvolvimento da fronteira brasileira, segundo o presidente do Grupo CEEE, José Francisco Pereira Braga. Ele recebeu na sede da empresa, em Porto Alegre, na última quarta-feira (1º), juntamente com o diretor Administrativo da Companhia, Carlos Ernesto Bettiollo, os prefeitos Municipais de São Luiz Gonzaga, Vicente Diel e de Garruchos, João Ismael Rodrigues Portela, que estavam acompanhados do Secretário Executivo da Secretaria de Irrigação e Uso Múltiplo das Águas, João Manoel Bicca.

A comitiva foi à CEEE buscar apoio ao projeto da usina, que vai reforçar o sistema elétrico regional e nacional, a partir de 2012.

Com previsão de investimentos superiores US$ dois bilhões, o empreendimento terá a capacidade de geração de energia elétrica de 1,8 mil megawatts. O complexo traz melhorias no sistema elétrico regional e nacional. Além da elevação da receita nos municípios envolvidos, por meio de ICMS, royalties e outros tributos municipais, a construção deve gerar cerca de oito mil empregos diretos, decorrente da construção e operação da Usina e das obras auxiliares, dos programas ambientais e da utilização dos royalties. Os prefeitos defendem as oportunidades de negócios à região e a implantação de programas de desenvolvimento sustentáveis, com maior integração regional entre os dois países (Brasil e Argentina).

O presidente do Grupo CEEE destaca que no ambiente dos negócios, o Grupo CEEE certamente se apresentará como parceiro neste empreendimento, salientando que os aproveitamentos hidrelétricos binacionais do Rio Uruguai possuem localização estratégica para a América do Sul e que as vantagens da proposta atual que contempla mais de um reservatório para a UHE Garabi é a redução em mais de 50% das áreas inundadas, a manutenção da energia média anual no trecho Garabi e a possibilidade de implantação escalonada, viabilizando o início de geração em 2012, com maior inserção regional.

Braga diz que este aproveitamento hidrelétrico binacional entre Brasil e Argentina, constitui-se em execelente oportunidade para o setor energético dos dois países. Ele cita, como urgente, para propiciar a entrada da UHE Garabi em operação em 2012, a realização das análises dos aspectos energéticos, sócio-ambientais, de inserção regional e econômicos-financeiros, necessários à definição do novo arranjo da usina, bem como da elaboração do modelo gerencial e do marco institucional que contemple todos os aspectos envolvidos, definindo as responsabilidades e riscos das partes, para dar suporte à implantação do empreendimento.

Conforme José Francisco Pereira Braga, os estudos de inventário da CANAMBRA, na década de 60, definiram a construção no trecho internacional do rio Uruguai, dos aproveitamentos de Roncador, Garabi e São Pedro. E, no final da década de 70, foi realizado o estudo de viabilidade e projeto básico da Usina Hidrelétrica de Garabi, pelo consórico Hidroservice, contratado pela Eletrobrás. O atual projeto prevê a construção de um sistema de dois aproveitamentos que consiste em subdividir a queda bruta da UHE em dois novos aproveitamentos, com a mesma potência total, mas com menor área alagada, na altura do município de Garruchos.

Foto Divulgação/ACS

Legenda:Na foto, da esquerda para direita, o

Secretário Executivo da Secretaria de Irrigação e Uso Múltiplo das Águas, João Manoel Bicca; o prefeito de São Luiz Gonzaga, Vicente Diel, o prefeito de Garruchos, José Ismael Rodrigues Portela, o presidente do Grupo CEEE, José Francisco Pereira Braga e o diretor Administrativo, Carlos Ernesto Betiollo

 

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