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Situação não é de racionamento, mas inspira cuidados, diz Martini

Presidente do Grupo CEEE alerta para que população priorize uso racional da energia.

Por admin / Publicado: 08/01/2008 Última modificação: 18/10/2019 16h25

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O presidente do Grupo CEEE, Delson Luiz Martini, afirmou, nesta terça-feira, dia 9, que o nível dos reservatórios das hidrelétricas na Região Sul encontra-se num patamar de 74%, considerado muito bom, "embora esta situação não afaste riscos, já que o sistema elétrico é interligado em todo o País".

Delson Martini, que também é membro do Conselho de Administração do Operador Nacional do Sistema elétrico brasileiro (ONS), disse que, embora a situação, hoje, não seja de racionamento, "é um cenário que inspira muitos cuidados". Lembrou que o ONS dispõe de modernos sistemas de previsão dos níveis das chuvas para definir a situação energética e monitorar o sistema, e, pelo panorama apresentado durante reunião ocorrida em dezembro último, não havia cenários de risco para os próximos meses. Segundo ele, os níveis dos reservatórios da região nordeste estão no limite, em 27% de sua capacidade, e, "ao liberar o funcionamento das termoelétricas para compensar ameaças de problemas no sistema, o ONS está poupando os níveis das hidrelétricas por uma questão de segurança". Ressaltou que, em dezembro último, iniciou o período tradicionalmente chuvoso nas regiões sudeste e centro-oeste do País, que se estende até abril, e que 60% da energia de que o Brasil necessita em 2009, depende que como vai se comportar o nível de chuvas neste período. Acrescentou que, no momento, os índices pluviométricos estão se comportando de acordo com o modelo e que em situação de contingência simples não há risco de racionamento. "O problema fica para 2009, que vai depender do nível das chuvas deste período", disse.

O presidente do Grupo CEEE alertou para a necessidade de a população pensar mais sobre a importância do uso racional da energia elétrica, como forma de prevenir-se contra ocorrências mais indesejáveis. Explicou que, hoje, para uma empresa se instalar em determinada região, tem que comprar energia no curto prazo, e, apesar do alto preço de mercado, não existe produto à venda. "O preço de liquidação de curto prazo da energia aumentou 92% apenas nesta semana em relação à semana passada", afirmou, lembrando que a mesma energia, que custava R$ 18,59 o megawatt, no ano de 2004, está sendo vendida hoje a R$ 472,00 o megawatt.

RS deve lucrar com o carvão

Delson Martini afirmou que a grande alternativa é o incentivo às pequenas centrais hidrelétricas, as chamadas PCHs, que, por serem de pequeno porte, além de melhor aproveitarem as bacias hídricas, demoram apenas cerca de dois anos para serem construídas, enquanto uma hidrelétrica de grande porte é concluída em quatro ou cinco anos. "Da mesma forma as termoelétricas, que levam três anos para serem construídas, e hoje servem de base para a matriz energética brasileira, e deve ocupar cada vez mais espaço, o que é extremamente favorável para o carvão gaúcho".

Foto: Fernando César Vieira

 

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